Soldado: Profissão e Fé

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No Brasil, essa saga começou há cerca de quase quatro séculos, quando, em Pernambuco, por ocasião das duas Batalhas de Guararapes, brancos, negros e índios se juntaram pela primeira vez, formando um todo coeso em torno de uma causa comum: a expulsão dos invasores holandeses, numa espécie de gênese da ideia de nação. Dentro da historiografia brasileira, Guararapes é celebrada como o momento em que os habitantes da América portuguesa ajudaram a moldar aquilo que se tornaria a identidade nacional, pois, pela primeira vez, os principais grupos étnicos do futuro país se uniram para rechaçar a tentativa de fragmentação do território. Encontram-se ali, nesse episódio, as raízes do Exército Brasileiro.

Ao longo de sua história, nossa Pátria contou com soldados valorosos que se tornaram famosos, atuando na defesa de suas fronteiras, de seus interesses e de sua soberania, tais como André Vidal de Negreiros e seu pioneirismo em Guararapes, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes – e seus ideais de uma nação livre e soberana, e Luis Alves de Lima e Silva – o Duque de Caxias, patrono do Exército –, aos quais respectivamente se devem a manutenção da unidade nacional e a pacificação da nação, mas contou também com a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, composta de quase anônimos 25 mil soldados, dos quais significativo número deles não regressou com vida à Pátria.

Talvez não tenhamos parado para pensar, mas em nossos dias, por este país afora, muitos servos e servas do Senhor Jesus envergam uniformes militares. Servem à nação e, concomitantemente, fazem a diferença, dando testemunho de sua fé diariamente.

Vivemos tempos de paz hoje, mas esses homens e mulheres permanecem fardados e atuando constantemente, a fim de garantir à nação sua integridade contra qualquer ameaça. Aos soldados do nosso Brasil, portanto, o nosso reconhecimento, lembrança, homenagem e orações de intercessão a Deus, principalmente em favor daqueles irmãos em Cristo, os quais cumprem tão nobre dever, sendo profissionais exemplares com as armas, mas “piedosos e tementes a Deus” e cheios de fé como os centuriões romanos Cornélio (Atos 10:1 e 2) e o de Cafarnaum (Mateus 8:5), do qual nem sabemos o nome.

Quanto à Igreja de modo geral, lembremos que também somos todos soldados da futura pátria celestial, comandados pelo nosso General Jesus Cristo, o Senhor dos Exércitos (Isaías 47:4), e que em nossa caminhada aqui na terra precisamos estar prontos, treinados e devidamente equipados com a armadura de Deus (Efésios 6:11 a 18). Sem ela, não poderemos ser bem sucedidos nos combates contra nosso inimigo e suas hostes das trevas, e nem poderemos dizer como Paulo ao final de nossa jornada: combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4:7). Por fim, PIB do Rocha: vivamos 2 Timóteo 2:3; sejamos bons soldados de Cristo!

Diácono Mauro da Silva Santos

Author: adm0152

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