O Que Tenho Semeado é Para Vida ou Morte?

“Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6:8)

Queridos irmãos, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Temos vivido dias difíceis em nosso amado Brasil. No final do ano de 1992, vivemos o processo de impeachment de Fernando Collor, sendo este o primeiro caso na vida da República Federativa do Brasil. Infelizmente, 24 anos após, o Brasil viveu novo drama com o impeachment da Presidente Dilma, por conduta não apropriada do gestor público, fazendo lembrar o dito popular “aquilo que você plantar você colherá”, pois, plantaram para sua própria destruição (Gl 6a).

Em nossa vida pessoal, somos livres para escolher aquilo que iremos semear, seja uma semente de boa ou má qualidade. E o mesmo ocorre em nossa vida religiosa. O apóstolo Paulo, escrevendo à igreja da Galácia, aborda um tema muito interessante, que veio a ser conhecido como a Lei da Semeadura, que gera grande impacto em nossas vidas, seja no presente tempo, seja no futuro.

Embora em outros textos da Bíblia Sagrada, existam referências ao verbo semear (Os 8:7a; Pv 22:8a), é no livro de Gálatas, que o apóstolo Paulo, nos apresenta de forma mais cristalina esse conceito acerca de semear ou semeadura.

Como crentes em Jesus Cristo, entendemos que Semear, nos leva a exteriorizar as personalidades do caráter de Cristo, através do amor, da oração, da compaixão, do abraço, da alegria, do doar, da proclamação do Evangelho, etc. Assim, o que somos por fora deve ser o resultado do que foi plantado dentro de nós.

Mas, o que é na verdade semear? A semeadura é um princípio que não podemos evitar enquanto crentes em Cristo, pois aquilo que semearmos, ceifaremos. Quando olhamos com mais atenção, vemos que semear é uma ação que está presente em vários aspectos de nossa vida.

O próprio Jesus ao falar a igreja de Sardes (Ap 3), nos adverte que não podemos ser vistos como uma igreja bela por fora, mas morta em seu interior, sem verdadeiramente representar com seu nome e seu propósito de amar o pecador e trabalhar por sua liberdade.

Por que devemos semear? Primeiro, porque estaremos, verdadeiramente, sendo obedientes a palavra de Cristo, sendo seus imitadores, no amor, na caridade, na beneficência, no dar, no perdoar. “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5:1-2).

Segundo, não podemos nos esquecer que, por causa do pecado, o mundo está cheio de injustiças. Mas isso não durará para sempre. Quer seja nessa vida, quer seja no juízo final, todos vão ter de responder por seus atos diante de Deus. A verdadeira colheita será na eternidade. Assim assegurou o Senhor àqueles que vencerem, pois foram dignos, “… poucas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso” (Ap 3b).

Contudo, existe uma condição de maior relevância na Lei da Semeadura: para cada ato de semear se tem um resultado como consequência.

Na vida familiar, o salmista nos apresenta lições preciosas da semeadura e da colheita – “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem” (Sl 128:1-4). Na vida profissional será próspero– “Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior” (Pv 22:29), na vida financeira – “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (II Co 9:6-11).

Quando semeamos mal, o resultado não poderá ser diferente daquilo que plantamos. Quando semeamos o pecado em nossas vidas, o resultado que poderemos colher será amargo e doloroso, como adverte o apóstolo Paulo, escrevendo a igreja em Roma, “Porque o salário do pecado é a morte…” (Rm 6:23).

Semear antes de tudo, deve ser um ato de espontaneidade. Quando o Senhor me chama a semear, Ele me chama para fazer o que Ele fez, ele me quer fazer um exemplo Dele, que até seus inimigos amou. Jesus quer que eu viva isso em mim.

Contudo, não podemos tomar a Lei da Semeadura como uma troca diante de Deus: planto porque a colheita é certa, vou ser bom para receber bondade. Enganosa será sua oferta, pois o Senhor nos conhece desde o ventre de nossa mãe, “Antes que te formasse no ventre te conheci …” (Jr 1:5a).

Deus não é nosso devedor, Deus não nos deve nada porque semeamos. Tudo que fazemos para Deus, devemos fazê-lo, por ato de gratidão, pois Deus nos amou primeiro, nos dando seu filho Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar, por causa de nossos pecados (Jo 3:16). Logo, qualquer benção que eu e você viermos a receber do Senhor, essa vem pela graça e misericórdia de Deus (Ef 2:8-9).

Quero terminar essa breve reflexão, trazendo um trecho da música “Discípulo do Amor” do grupo Arautos dos Rei, onde acredito, a expressão semear, encontrará eco em nossos corações.

Jesus me ama e me pede outra vez
Jesus me chama pra fazer o que Ele fez
Que eu dê aos outros o amor que Ele já me concedeu
Ser espelho Seu
Fui convocado a cuidar do meu irmão
Menos palavras que eu tenha mais ação
Que eu ame a todos que eu seja Cristo para outro alguém.


Marcus Vinicius B. da Silva
Dpto. Evangelismo da PIBR

Author: adm0152

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