Nosso Grande Libertador: Jesus!

Por Mauro Santos

Caros leitores, saudando-vos nessa volta do recesso de férias de O Informativo, gostaria, inicialmente, desejar que este novo ano já esteja sendo um tempo de muitas bênçãos e realizações.

Antes de retomar a sequência de textos sobre cidades importantes de nosso Estado do Rio de Janeiro, o que faremos na próxima semana, compartilharei com os amados algo que muito falou ao meu coração.

No dia 27 de janeiro, segunda-feira próxima passada, comemorou-se mais um aniversário da libertação do maior campo de concentração e centro de extermínio em massa de prisioneiros de guerra: o Campo de Auschwitz, localizado na Polônia.

Não há consenso sobre os números, mas estima-se que de 1,1 a 1,3 milhão de prisioneiros tenham sido assassinados nesse campo e, destes, 90% deles seriam judeus. Outros 150 mil poloneses, 23 mil ciganos romenos, 15 mil soviéticos e milhares de outras nacionalidades teriam sido também sacrificados ali.

No dia da libertação do campo, quando os exércitos soviéticos chegaram ao local, descobriu-se e desnudou-se ao mundo o horror daquele lugar. Pode-se conhecer o tamanho daquela tragédia. Como se diz atualmente, o conceito de escravidão, de subjugação, de opressão, de barbárie, seria redefinido a partir daquele momento. Naquele dia foram libertados cerca de 7 mil prisioneiros – dentre estes, aproximadamente 500 crianças -, todos esquálidos e maltrapilhos, muitos doentes. Saíram das garras da morte lenta e certa para viverem novamente.

Mas por que conto isso aqui? O fiz por duas razões; devido a importância do fato histórico em si, o qual, a meu juízo, deve ser sempre lembrado às gerações atual e futura a fim de que não mais se repita tal infâmia;  e em consequência desse fato, o paralelo que me fez relembrar um dos textos que mais me fala ao coração nas escrituras, a saber, Colossenses 1: 13 a 23, com ênfase nos versos 13 e 14. A comparação foi imediata e inevitável.

No texto, Paulo reafirmava aos irmãos colossenses – e a nós hoje, por extensão – a supremacia de Jesus Cristo sobre o reino das trevas, o poder inigualável do Mestre e a sua confiança absoluta nEle como Libertador de cativos, fossem quem fossem seus algozes.

Auschwitz teve muitos precedentes, é bem verdade. Na Antiguidade, exércitos vencedores de guerras – assírios, babilônios, gregos, romanos e outros, também subjugaram vencidos e, em muitas ocasiões os tornaram seus escravos e prisioneiros, talvez até com crueldade semelhante, não se sabe ao certo. Por intermédio de filmes e da leitura de livros e da própria Bíblia, nos vem a mente a imaginação de prisioneiros escravizados, levados cativos em correntes, de suas terras para os reinos dos conquistadores, de onde, talvez, nunca mais sairiam.

Na epístola sobredita, Paulo afirma o contrário e “bate de frente” com o poderoso inimigo de nossas almas: deixa claro em suas linhas que não há “campo de concentração” espiritual, não há correntes, não há reino, nem governo, nem poder algum, forte o bastante que possa resistir à ação resgatadora e salvadora do Filho de Deus, pois fez o que ninguém poderia fazer: “Ele nos transportou do império das trevas”, ou seja, nos arrancou de lá com mão forte – de onde não se podia sair – , diretamente para o seu próprio reino, o reino do seu amor. Fez aos colossenses, fez a nós também, os que cremos hoje.

Que não nos esqueçamos de fatos históricos como os compartilhados aqui. Edmund Burke, filósofo e orador irlandês, disse certa vez que “aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la”. Contudo, com mais zelo ainda, lembremos sempre da grande, da épica, da inigualável libertação que recebemos de Deus, na pessoa do Filho do amor do Pai.

Author: adm0152

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