Histórias de Nossas Cidades: Niterói

Por Mauro Santos

Caros leitores, hoje daremos prosseguimento às histórias de cidades importantes, compartilhando aqui um pouco do que pudemos obter sobre a nossa querida e ilustre cidade “vizinha”: Niterói.

“A História de Niterói começa com a aldeia fundada por Araribóia com a posse solene em 1573, que recebeu a denominação de São Lourenço dos Índios, o primeiro núcleo de povoamento”.

“A data oficial de fundação da cidade de Niterói, estabelecida através da Deliberação n.º 106, de 10 de março de 1909, é 22 de novembro de 1573. É a data que consta do Auto da Posse da Sesmaria. Araribóia teria recebido as terras em atendimento a uma Petição que encaminhara a Mem de Sá (…). Niterói é, portanto, a única cidade do Brasil fundada por um índio, o cacique temiminó Araribóia, que em tupi-guarani significa “Cobra da Tempestade”.

Araribóia foi um personagem importante, tanto para a história de Niterói, quanto para a história do Rio de Janeiro e da colonização portuguesa no Brasil”.

“A morte de Araribóia (1587) iniciou o processo de declínio do aldeamento, justamente por localizar-se distante da povoação maior Rio de Janeiro, e não oferecer condições para sua expansão.

A chegada da Corte de D. João VI à colônia brasileira, em 1808, foi culminante para o apogeu e progresso das freguesias do recôncavo”.

A evolução administrativa da cidade ocorreu em etapas, inicialmente, com a evolução de Aldeia para Freguesia, com a denominação de Vila Real da Praia Grande, em 1819. Daí em diante, progridem o comércio e a navegação, surgindo também “vendedores ambulantes e mascates”.

Em 1835, recebe “foros de Cidade com a denominação de Niterói”, e é elevada à categoria de Capital do Estado, por Lei Provincial. Em 1841, “é idealizado o Plano da Cidade Nova, abrangendo o bairro de Icaraí e parte de Santa Rosa, constituindo-se num plano de arruamento (…). A condição de capital estabelecida à cidade, determinou uma série de desenvolvimentos urbanos, dentre os quais, a implantação de serviços básicos como a barca a vapor (1835) (…), a iluminação pública a óleo de baleia (1837) e os primeiros lampiões a gás (1847), abastecimento de água (1861), o surgimento da Companhia de Navegação de Nictheroy (1862), bonde de tração animal da Companhia de Ferro-Carril Nictheroyense (1871), Estrada de Ferro de Niterói, ligando a cidade com localidades do interior do estado (1872), bondes elétricos (1883) entre outros”.

É importante destacar que a bandeira atual da cidade, traz em seu brasão exatamente as três datas de 1573, 1819 e 1835, as quais representam a sua evolução administrativa: fundação da cidade; elevação da região à condição de Vila, com o nome de Vila Real da Praia Grande; e elevação da Vila à condição de cidade.

Em 1890, as freguesias de São Gonçalo, N. S. da Conceição de Cordeiros e S. Sebastião de Itaipu são desmembradas do município de Niterói, a fim de formarem o novo município de São Gonçalo. Em 1893, Niterói provisoriamente deixa de ser Capital do Estado, voltando a sê-la no fim de 1894.

“Ao fim do século XIX, a eclosão da revolta da armada (1893), destruiu vários prédios na zona urbana e bairros litorâneos, paralisou as atividades produtivas da cidade e fez com que divergências políticas internas interiorizassem a cidade-sede, principal causa da transferência da capital para Petrópolis. Esta condição permaneceu por quase 10 anos, possibilitando sua entrada no século XX com o projeto de reedificação da Capital (…). No final da década de 60, inicia-se a construção da Ponte Presidente Costa e Silva.

Neste mesmo período, a cidade sofreu outro impacto em sua estrutura econômica. A lei complementar n.º 20 de 1974, efetivaria a fusão dos estados da Guanabara e Rio de Janeiro, retirando de Niterói a condição de capital. A implantação do novo Estado do Rio de Janeiro ocorreu em 1975. A fusão trouxe o inevitável esvaziamento econômico da cidade, situação que se modificou com a conclusão da Ponte Rio-Niterói, pois esta intensifica a produção imobiliária nas áreas centrais e bairros litorâneos consolidados da Zona Sul (Icaraí e Santa Rosa), além de redirecionar a ocupação para áreas expansivas da cidade, como as regiões Oceânica e Pendotiba”.

Por fim, destaco que, atualmente, “o município de Niterói ocupa uma área territorial equivalente a 0,30% da área total do Estado do Rio de Janeiro. Segundo estimativa do IBGE, em 2004, a população da cidade contava com 471.403 habitantes. Era, portanto, a quinta cidade em população e em densidade demográfica no Estado, com 3.504 habitantes por quilômetro quadrado”.


Bibliografia:
https://www.culturaniteroi.com.br/blog/?id=430
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/niteroi/historico
https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riodejaneiro/niteroi.pdf

Author: adm0152

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