Guerras Secretas

Saudações, caríssimos! Faz tempo que não escrevo nada, não é? Então, vamos quebrar o jejum?

Hoje em dia, mesmo não querendo, as novidades saltam em nosso colo. Como todos os que leem devem ter notado, estamos em guerra! Não, não, o norte-coreano, Kim Jong-un, não quer saber de nós – felizmente –. Seus testes nucleares estão incomodando outras nações. Estamos em uma guerra surda e muda; algumas vezes ela se torna bem barulhenta. Mas, em sua maioria, concentra seu poderio no eixo virtual. Estamos em guerra com nós mesmos, caros brasileiros! Pessoas que, antes, eram amigos fraternos. Agora são oponentes ferozes em prol de causas que, em sua maioria, mal compreendem ou nada compreendem.

Vocês, amigos leitores, já devem ter percebido que as chamadas “minorias” estão bastante pronunciadas e organizadas na sociedade. Elas sempre existiram! Mas, agora, elas tentam se impor através de sua crescente influência na mídia e nas redes sociais. Estamos até, se me permitem fazer graça, contemplando o retorno da era de ouro da filosofia com a aparição de vários – autointitulados – “eruditos”, “filósofos” e “formadores de opinião”. É, meus amigos, Platão e Sócrates viveram e morreram na época certa por que, se não, morreriam de desgosto.

Mas, piadas à parte, essa é uma questão bem séria. As referidas minorias acreditam que, ao longo da história, teriam sido marginalizadas por uma sociedade opressora e insensível. Tiveram direitos básicos subtraídos em prol de atender as maiorias. Sendo agora a hora de exigir a justa compensação por séculos de injustiças. Puxa! Lendo isso até dá um pouco de pena!

Injustiças devem ser combatidas e compensadas, eu concordo. Mas, quando se pergunta a que direitos, por exemplo, eles – as minorias – , são desconexos e agressivos. Querem um exemplo? Lá vai! O movimento feminista exige o direito de andar na rua com a roupa que quiser. Ué, já não podem? O que ou quem às impedem? Tais exigências, pasmem vocês, levou o grupo as mais estapafúrdias empreitadas. Entrar em salão de corte de cabelo masculino exigindo atendimento, uma maratonista correndo enquanto “a regra” escorria pernas abaixo. Coisas assim!

Essas, como chamei no título “Guerras Secretas” estão, agora, invadindo o meio jurídico! Juizados especiais e fóruns por todo país, que já tem um fluxo intenso de trabalho, agora precisam dedicar tempo às causas esdrúxulas, que em nada acrescentam ao indivíduo ou a sociedade. É a busca do “empodeiramento”, custe o que custar!

O fogo se acirra quando há debate, melhor dizendo, a proposta de um debate. A exemplo disso eu cito a perseguição religiosa que vigora em nosso país. Pois, TODAS, notem bem, TODAS as minorias têm um inimigo em comum, os cristãos. Segundo elas, nós as perseguimos e oprimimos. Dentre as tentativas de ataques mais recentes estão a proposta de cobrança dos tributos governamentais, atualmente isentos de cobrança a templos religiosos (dupla tributação ao contribuinte membro de igrejas, sinagogas, mesquitas, enfim, templos religiosos). A proposta de repaginação bíblica, subtraindo versículos que condenem práticas comuns entre as minorias (já não bastou o Concílio de Niceia?). A proibição de pregação ou sermão que ofenda filosoficamente alguma minoria (tudo é uma ofensa filosófica, basta a pessoa se achar ofendida). Quando tais propostas são debatidas, os argumentos para sustentá-las são fracos e, normalmente, são derrubados por eles mesmos. Não há um consenso, tão pouco lógica. Sua única defesa é gritar palavras de ordem da moda, usando termos para os quais eles mesmos se encaixam perfeitamente (opressor, por exemplo).

Com isso, pessoas que nada tem a ver com tais coisas entram de cabeça na militância, cristãos entre eles, com pouco ou nenhum conhecimento do assunto. Confira isso você mesmo nas redes sociais que você fica sem saber se rir ou se chora. Há alguns anos atrás houve a polêmica da “Cura Gay”, recorrente por ela voltou com força total após a decisão de um juiz em Brasília, por força de liminar, autorizando psicólogos a tratar pacientes insatisfeitos com sua opção sexual. Atribuindo a decisão do magistrado e um pensamento retrógrado e rígido, indo contra a liberdade pessoal. Tem liberdade maior do que uma pessoa se arrepender e poder voltar atrás, contando com auxílio profissional para isso?

Citando a bíblia, aliás que as minorias não se agradam. Jesus já nos havia dado um excelente conselho em casos como esse. Vejamos Mateus 12:25: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.” Enquanto estamos lutando às cegas uns contra os outros com um ódio irracional, o inimigo – o de verdade – fecha cada vez mais o cerco contra o povo eleito. Família, Igreja, Liberdade de Culto, esses são os alvos no momento. Vivemos em um país legalmente livre para cultuar a Deus, contamos com uma igreja forte para nos aquecer uns aos outros em fé e temos nossas famílias sustentando tudo ao lado de Deus. Destrua uma dessas colunas e tudo desmorona. O inimigo sabe e vai investir pesado, como já tem feito! Antes de entrar em uma discussão sem propósito, pensem no seguinte: isso é embasado pela Palavra? Jesus faria isso em meu lugar? Se as repostas forem “Não”, pare e pense antes de agir!

Graça e paz a todos!

Rafael Ranoi

Author: adm0152

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