Coisas que me Encantam

Por Valéria Souza

Deus foi o grande arquiteto e criador de todas as coisas. Não se tem como dimensionar a importância e beleza do universo que contemplamos, a natureza incrível e todos os recursos colocados à disposição do ser humano para assegurar a sua sobrevivência. 

Em meio a todo o cenário que se vislumbra aos olhos, obra da imaginação do Criador, um dos detalhes sempre me chamou a atenção e despertou em mim uma curiosidade bem particular. São as rochas. Por elas, tenho uma grande admiração. Gosto de observar sua estrutura, cor, forma e tamanho. Algo que me impressiona bastante é a pedra que encontro em rios, polidas e arredondadas. Parecem que foram esculpidas à mão.

Recentemente, estive realizando uma viagem ao Peru, juntamente com Marilúcia Corel, amiga e irmã desta igreja. Foi um turismo cultural.  Estando em Lima, a Capital, tive a oportunidade de visitar as margens do Oceano Pacífico. Interessante que não havia areia, mas somente pedras, cada uma com tamanho e cor diferente. Fiquei maravilhada! Resolvi tomar posse de uma pequena pedra, roxa, que ali se encontrava. Peguei-a. Trouxe para o hotel. No dia seguinte, resgatei-a do fundo da mochila para observá-la bem de perto, e mais uma vez fazer minha análise, desfrutar de sua beleza única, estudá-la.

Enquanto junto às outras pedras, aquela que agora era minha pedrinha, “cantava” quando as águas do oceano nelas batiam e puxava para si. Uma pedra rolava sobre a outra, fazendo um barulhinho que até hoje ecoa em meus ouvidos. Nunca esquecerei essa canção.

Minha pedrinha, agora em meu poder, solitária, não recebe mais a água do oceano, porque dele está bem distante. E, por isso, a sua cor brilhosa e arroxeada não existe mais! Perdeu seu brilho, seu diferencial, estava acinzentada. Quando notei essa transformação, fiquei, por um momento, pensativa. Pude então refletir e chegar à conclusão  que, longe da água que a mantinha hidratada e em movimento, não conservava mais o colorido especial que, antes, despertara a  minha atenção. Deveria fazê-la retornar à sua origem, ao seu habitat natural?

Assim é a nossa vida. Enquanto estamos bebendo da fonte da Água da Vida, meditando na Palavra, falando com o Senhor, buscando estar na sua presença, refletimos vida. Mas, ao nos afastar… perdemos o brilho. Estejamos atentos para que os nossos pensamentos possam estar no Senhor, para que nada nos afaste do caminho da vida.

Outro fato que, igualmente, me chamou atenção em terras peruanas foi o Deserto de Huacachina. Que imensidão!  Quanta areia!  Suas dunas altíssimas e belas traziam alegria e delírio para tantos que desciam em pranchas, ou passeavam nos tubulares.

Estávamos hospedadas num oásis, onde havia um lago e também uma piscina. Em certo momento, subi até o terraço do hotel para meditar, olhando para aquela grandiosa beleza que estava logo ali. As areias em movimento, por causa do vento, mudavam a forma dos montes, porém não possuíam o poder de se transportarem para o lago onde havia vida. Muito menos as águas poderiam inundar aquela imensidão e transformar  a realidade presencial.

Nessa contemplação reflexiva, cheguei a concluir que a escolha não estava no que foi criado, mas em mim. Estar no deserto, ou no lago com vida? Muitas vezes escolhemos, de forma inadequada, e nos afastamos de Cristo, que é a fonte de Vida Eterna. Ficamos áridos, e a fé vai diminuindo, tornando-se fraquinha, mas, graças a Deus, podemos contar com o amor do Senhor por nós. Amor que resgata, que cuida, ampara e coloca em nosso caminho seus servos, seus anjos, o Santo Espírito que nos orienta e nos traz novamente ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

Author: adm0152

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